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A vida como vocação

A vocação como chamado de Deus está presente em toda a nossa vida. Quando nascemos, obedecemos a um chamado do Criador à existência. Desta vocação primeira dependem todas as demais vocações. Por isso, ao empreendermos uma ação pastoral em prol das múltiplas vocações, é indispensável que tenhamos como base esta verdade. A vida vem de Deus, é expressão de seu desejo, e para ele deve estar sempre voltada. Foi isto mesmo que Senhor afirmou: eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância (Jo.10,10). Não caberia, portanto, na mente do cristão qualquer possibilidade de agressão à vida. Ele a defende desde seu surgimento até o seu fim natural, pois tem consciência da sacralidade da vida. Da mesma forma, ele sabe que a vida é um dom de amor e está consciente de que sua vida deve estar sempre colocada a serviço das vidas dos demais. Isto é básico para todo outro gesto de oblatividade que ele possa ter daí para frente na sua caminhada de fé.

Sobretudo neste mês Vocacional, todos os agentes de pastoral são convidados a oferecer às comunidades, uma sólida reflexão sobre o valor da vida humana como vocação primeira. Já o Papa Paulo VI (1963-1978) afirmava na Encíclica  Populorum Progressio: A palavra “Vocação”  qualifica muito bem a relação de Deus com cada ser humano, na liberdade do amor, porque “toda vida é vocação (P.Prog.15). Mais adiante, o Papa João Paulo II recordaria: Considerar a vida como vocação facilita a liberdade interior, estimulando na pessoa o desejo de futuro, juntamente com a rejeição de uma concepção passiva, aborrecida e banal da existência. A vida assume assim o valor de “dom recebido, que tende, por sua natureza, a se tornar bem doado”.

Quando analisamos a sociedade em que vivemos hoje, sobretudo nos grandes centros urbanos, a concepção materialista ou minimista da vida constitui um dos desafios ao projeto de Deus. Reafirmando a vida como dom sagrado e referindo-se às agressões constantes que a vida sofre hoje, o Beato João Paulo II dizia sabiamente em sua mensagem:  Hoje,(...) a leitura cristã da existência  se coloca com alguns traços característicos da cultura ocidental, em que Deus é praticamente marginalizado da vida quotidiana. Por isso, é necessário um empenho da inteira comunidade cristã, para “reevangelizar a vida”. Para esse fundamental empenho é indispensável o testemunho de homens e mulheres que mostrem a fecundidade de uma existência que tem em Deus a sua fonte, na docilidade à ação do Espírito a sua força e, na comunhão com Cristo e com a Igreja, a garantia do sentido autêntico da fadiga quotidiana.

Falando sobre as vocações específicas, que são o objeto mais imediato da Pastoral Vocacional, aquela mensagem pontifícia destacava a necessidade de cada um descobrir a sua vocação pessoal dentro da comunidade cristã e responder com generosidade a este apelo.

o Papa afirma: a nossa atenção se volta de modo especial para a necessidade e urgência de ministros ordenados e de pessoas dispostas a seguir a Cristo na via  exigente da vida consagrada na profissão dos conselhos evangélicos.

A consciência do valor da vida nos leva necessariamente a trabalhar para que cresça sempre o número das pessoas que se entregam nas mais variadas formas de consagração, aos urgentes serviços inspirados no evangelho em favor desta mesma vida.

O campo da vida espera de cada um de nós um serviço evangelizador. Não faltem súplicas ao Bom Pastor que desperte no coração de muitos jovens e de muitas jovens o desejo de consagrarem a sua existência ao serviço do Senhor, caminho verdade e vida.

 

*Dom Gil Antônio Moreira - arcebispo metropolitano


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